Ela sempre, sempre gostou
De inventar vôos e passarinhos.
Ainda menina, bem pequenina
Transformava gaviões em brancas pombas
E, assim, ela encontrava pouca paz
Mesmo que fosse um tempo tão fugaz.
Cresceu confundindo passarinhos
Desistiu e resolveu (re)nomeá-los
De acordo com o seu significado.
Isto trazia muito mais sentido
Às suas vestes, de sonhos bordados.
Não é que ela quisesse fugir
Nem fingir que não os reconhecia
Mas é que era mais amoroso
Caber um passarinho numa prece
Ao Pai do Céu, que nunca a esquece.
E da gratidão por ser Sua flor
Pelo pouso leve de um Beija-Flor
Que, um dia, ela mesma inventou.
Beija-flor que espalha, paciente
De frágil em frágil, quase morta flor
O néctar dO Teu Santo Amor
E nO Teu Amor.. Viva estou, Tua flor
Meu Senhor.. Meu Senhor..
Guarda em Tua proteção e Amor
O meu passarinho Beija-Flor.
O meu passarinho Beija-Flor.
.. dizem que ela sempre ora ao Pai por este passarinho que ela inventou.
Karla Mello
OST: Carmen Guedez
OST: Carmen Guedez

2 comentários:
Ah... que delicadeza e beleza em versos...
Obrigada, linda Van..
Um carinhoso abraço.
Karla Mello
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