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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dança Com A Minha Morte

Nasci de retalhos do amor.
Foram em mim, costurados
Na carne humana e frágil
Dos lares equivocados.

Não gosto de ocupar lugares
Que forcem-me no meu horário
De rir ou chorar ou abraçar
Pois e se visto eu o cansaço
Seria eu, então, um armário
Desses que guardam máscara.
Desses que cheiram à mofo.
Gosto eu de tudo o que escancara.

Não gosto de lugares e títulos
Estragam o meu eu, já tão aflito.
Gosto de ser parceira... companheira.
Parceria nunca pede cativa cadeira.
Não gosto de falar p'ra gente
Gosto de aprender com Gente.
Estou aqui e acolá... não quero sempre estar.
Bom mesmo é deixar a saudade
Perfumar por si mesma, o ar.

Renasci de retalhos da dor
Lacerados num copo de vinho
Lacerados num pedaço de pão.
A fome da carne é um vão!
Farta é a cruz do perdão
Onde ele mostrou-me o Amor:

Face que brilha na noite
Mão que apascenta o açoite
Todos os dias a recomeçar.
- Mato-me todos os dias!
- Rio-me na cara da morte!
… E convido-a para dançar!
- Canto livre em cada golpe!
Morte voluntária de mim
Liberto-me de mim, enfim.

E que eu diminua tanto e tanto
E que eu escandalize o meu EU que olha
E grita diminuto a sua própria morte
- Descrente EU que acredita na sorte!

Miro o morto EU de soslaio...
Liberto-me de mim, enfim.

… Nasci do imutável Amor por mim.

Karla Mello

OST: Brad Kunkle

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