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Trago Flores no cesto - coração - Orvalhadas e gratas. Trago versos - frutos - Cato palavras que caibam No meu coração que Ama ...

.. obrigada .. :)

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Lucidez

Hoje eu não abri as cortinas.
Anoiteci sonhadora e amanheci lúcida 
Da minha enorme pequenez 
E impotência sobre tudo 
Sobretudo sobre mim mesma.

Hoje eu recuso-me a falar
Sobre as minhas pseudo verdades
Sobre o mundo... 
E sobre o bem e o mal.
Guardei a minha arma torpe-língua 

Amanheci lúcida e espantada
Debruçada na minha futilidade 
Do valor ao transitório 
Na minha efemeridade carnal
Na minha volúpia e orgulho.

Lúcida e debruçada 
Sobre tudo o que passa 
Na minha calçada sob a janela
Do lugar transitório aonde habito
Neste corpo emprestado e cansado
Neste copo aonde bebo 
Amarga_mente 
As minhas verdades sobre mim mesma.

Anoiteci menina tola 
Amanheci quase morta 
Hoje...
Eu não abri as janelas.
Um soco no estômago:
Um brinde à toda a lucidez.

Karla Mello

OST: Alyssa Monks

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Despedida


Meu bem
Sem vida
Morro(me)
Mato(te)
Guarda(me)
Nas dobras
Do enganoso coração.
Guardo(te)
Nos acordes de uma canção
Que eu nunca, sequer
Cantei
- de amor -
Uma só canção.

Morra comigo
Meu bem
Guarda em teu peito
(des)cabido
Um beijo meu
- Sôfrego fôlego -
Sempre sentido.

.... celebro e danço sobre a minha morte!

Karla Mello

OST: Emanuele Descanio

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Poderia Ser Verônica

Verônica cansada
Despiu-se de tudo.
Debruçou-se na janela
E confessou à Lua
Segredos inimagináveis.
A Lua… derramou-se
E molhou todo o céu
Porque  viu que era dor
E escorreu-se
Na imensidão
E virou mar.
Verônica pranteou
Aliviada e quase cínica
E, de soslaio..
Contemplou a Lua
Contemplou o caos
Que é ser ela mesma
Sempre toda molhada
Dos prantos tantos.
Dos tantos gritos
Dela e do mundo
Imundos... imundos.

.... Verônica bem que poderia ser tola.
.... Verônica bem que poderia escolher não ser cínica.

Karla Mello

OST: Marco Grassi

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Trezentos e Sessenta

Eu não te contei 
Eu acho...
Encontro 
Todas as dores 
Em trezentos e sessenta 
Graus
Em meu corpo 
Fibras
Músculos 
E solitude 
Que escondem-se 
E encontram-se
Contigo 
Entre a pele 
E os ossos 
Da morta viva.

E são 
Trezentos e sessenta 
E cinco dias 
A girar
Silenciosos
(Looping)
Em mim mesma.

- Dente de Leão -
No sopro de Deus

E tudo é vento
E o tudo é fundo.
E o nada é findo.
E tudo é lindo.

Karla Mello 

OST: Alyssa Monks


quarta-feira, 29 de abril de 2020

O Jardineiro de Mim

Espaço(me)
Entre o seu mau uso
E o que
A amorosa(mente)
Lembra-me quem sou.

............. Desarmo o gatilho .............

Pousa-me
O teu tom
pacifica(dor)
E o choro que é
Tão sem cor
Pausa(me)
No amoroso instante
Quado tu sopraste
- leveza e frescura -
Na flor...
Do meu singelo Amor.

Tu és... todas as minhas cores.
Eu quero ser... o teu canteiro de flor.

Karla Mello

OST: Germán Aracil

sábado, 21 de março de 2020

Rascunhos de Quarentena


Gosto das pessoas complicadas.
Não falo daquela complicação forçada...
Somente porque dizem
Que complicação pode ser "cool"

Gosto de gente genuina_mente
Complicada...

Não aquela gente chata
Complicada somente para ser
Do contra, mal humorada e pessimista.

Gosto da ternura que reside na distração
Que despe inteiro a gente complicada.

Penso que a complicação genuína...
Reside no rápido descuido do existir-se pleno.

Gente complicada... tem muito charme.

Karla Mello

OST: Rox

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

No Sótão Da Mente

A mente 
Se ele ausente
É sótão escuro
Com verdades penduradas
Nas paredes...
E apenas são verdades
Porque escapam da minha
Observação.

A verdade 
apenas o é 
Quando não pousamos 
sobre ela
A visão turva
Do nosso conceito 
Sobre.
..... Sobretudo no frio
Que faz
Quando ele ausenta-se
Sobre tudo.

a minha verdade reside no que eu não digo.
o restante... por mais áspero ou simplório... é hipócrita polidez humana.

Karla Mello

OST: Omar Ortíz

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A Saudade, O Girassol E O Passarinho

Céu azul
A franja da luz
Desce sedosa sobre o rosto do mundo.
Chove no meu rosto 
E a dor que lacera a minh'alma
Diz-me 
Que é hora de descer
Na saudade porão

Eu sempre desço confiante...
Ele sempre vai buscar-me pela mão 
E ensina-me 
que amar também é 
Ter coragem de visitá-lo
E, vez por vez...
Tempo em tempo,
À cada visita que faço
À saudade porão 
Encontro algo que eu perdi
De mim
Quando andei por quarenta anos 
Nos desertos de mim.

Eu sempre abro as janelas...
Ele fez um canteiro bonito
de Girassol e passarinho
Para mim
E a franja da luz
Desce sedosa sobre o meu rosto
E já não há dor...
Há um passarinho azul
Que canta algo... 
de flor em flor
Sobre este incomparável 
E infinito Amor.

Karla Mello 

OST:  Gustav Klimt