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Trago Flores no cesto - coração - Orvalhadas e gratas. Trago versos - frutos - Cato palavras que caibam No meu coração que Ama ...

.. obrigada .. :)

terça-feira, 16 de julho de 2019

Versos À Menina Flor


Dorme, menina minha
E sonha.
Todos os sonhos bons
Que sonhamos nós, um dia,
À ti.

| És um sonho do pai |

Silencia.
O justo espreita a tua
Caminhada.
E embala-te nos braços
Como nós já nem
Podemos.

Pranteia.
Põe aos pés do madeiro.
Semente da mais bela flor
Tu és.
Aguarda em silêncio.
Esforça-te.
E assim, brotará
A mais bela flor
Nos jardins do pai
Que a tudo assiste.
E beija-te os pensamentos insanos
E os desfaz.

Permitas
Que o sopro da boca santa
Desembarace
A tua dor.
E brincarás
Com a tua alma criança
Por entre flores – “Doresflores” como tu
E nada importa.
E nada importará.
….. Eis que aqui
É um cenário passageiro
Onde tens um único jardineiro
E tu... A mais bela flor
Do seu Amor – Canteiro.

Dorme, minha menina.
E já não é sonho.
E vives
Tudo o que ele tem para ti.
Leva contigo no bolsinho
Lenço de enxugar choro
E abraços
E oferta, aos necessitados,
Pelo teu caminho.

Karla Mello

OST: Denilsen

sábado, 13 de julho de 2019

Valor Barato


Não me definas.
Não sou como um sobejo de homens.
Como um sorvete que vós ofereceis uns aos outros...
E não aceitam porque são
Sobejos.

Não sou coisa usada... descartável... reciclável.
Posso até me ter permitido estar...
Um dia... que vai ao longe.
Já esquecido e lançado ao mar.

Mas te conto que cri em sentimentos
Tantas... Tantas vezes.
E pago altas quotas pelas pseudo definições
Que borbulham das bocas raivosas
Dos machistas, cheios de posses “sobre”.
Mas lembra-te:
A ausência de crer
Esconde o cinismo de querer ser.
Eu opto por “dar a cara p'ra bater”.
Poucos acompanham... e não importa.
Ele acompanha-me.

Eu amei tantas vezes.
Eu tropecei: em mim mesma e nos outros.
Eu derrubei e cai.
E choro com a mesma força do meu riso.
Pois quando ele ergue-me
Faz-me capaz de erguer homens e mulheres vis
Tal qual o meu Eu... que eu mato-o e guardo-o nele
Luta de todos os dias.

Guarda a tua palavra cheia de certezas
Daquilo que não experiencias.
E eu?!
Guardo a minha... Do pouco que eu conheço de ti.
Da tua aparente arrogância de sempre saber.
De não aceitares argumentos diferentes dos teus.
Da tua aparente vaidade, humanamente barata.

E eu te amo tanto... não cantes.

O que sentirão pelas mulheres “comidas”?!
O que serão capazes de sentir por mulheres “lambidas”?!
O que aprendeste sobre isto?!
O que dizes?!

| Tu és amor! |

Eu choro com a mesma força do meu riso.
E recomeço.
E danço e brindo a loucura que é todo o fim.
… E a loucura que são todos os recomeços.

Levantem-se, Homens!
Guardem o julgo das histórias tantas.
Em cada face carmim, um universo inteiro.
Dores... sistemas de pensamentos, valores perpassados
Nas entrelinhas do vestido menino,
Do corpo violado, de valor barato.
Do descaso, abandono e abuso.
Dos amores feitos e desfeitos.
Mas, em algum instante, foram pseudo verdades
... Percebidas no depois
Por toda a carne que conhece o sangue.

Por vezes creio que, por isso, não tenho sobrenome
Desses que duram muito tempo e enchem a boca dos vaidosos.
(Nossa! Eles são quase perfeitos!)
E nem o quero... para que funcione como antídoto
Às pseudo definiçoes de ser “aquela”.

Não sou coisa e não sou tua.
Nem de ninguém... Nunca fui... Não serei.
Sou “aquela”... que junta-se e consola, nele,
Todas as maravilhosas “aquelas”
Que querem erguer-se, sem forças e envergonhadas
Por tantos motivos... Não importa.
Há tanta beleza nelas...

Não vale mais o perfume que fica na alma de quem toca, com amor, uma outra alma?!

Chamo-me “aquela”... E canto alto!
E tu?! ... Como tu te chamas?

Karla Mello

OST: Alyssa Monk