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Trago Flores no cesto - coração - Orvalhadas e gratas. Trago versos - frutos - Cato palavras que caibam No meu coração que Ama ...

.. obrigada .. :)

sábado, 24 de fevereiro de 2018

( Dis )Ritmia


Rasga o corte
Sangra e pulsa
Verte vida
Da morta viva.

Descompassa
Confronta
O que é enganoso
Na solidão 
Que é quase tangente

A tua presença
É tão constante
À cada segundo
No | não | de mim.
Na respiração
Que quase falta
Que quase grita
Que muito cala
Que tanto ama
Que tudo explica
Que nada cabe
Aperto e laço
Abraço
Do teu Eu em mim.

Abraça-me .. Abraça-me..

E eu conto estrelas
E a mesma lua
No céu dos loucos
Do amor de ti.

Me amas.. Me amas ..

Na minha ínfima condição
De ser tão complexa
De ser tão confusa
De estar.. e apenas mal estar.
Não sou nada.
Tu és.

Defina-me.. Mata-me.. Engula-me...

Para que eu renasça
Todos os dias
Em tua compaixão
No teu abraço – porto 
Perdão

Flor em botão – eu 
Na palma da tua terna e justa mão.

.. Verte vida.. Ocupa-me.. 
Os recantos que choram
Nesta solidão ocupada
Onde tu cabes
Nos instantes
De cada segundo.
Que grita
Que pulsa
Que sangra
Que cala
Tu explicas.

Quero caber 
No laço..
Da festa da volta
Do teu amoroso
Abraço.

.. Lava-me.. Leva-me.. 

Karla Mello

OST: Jeremy Mann

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Ainda Sobre A Saudade...


Saudade é parte
De partir e ficar.
Saudade é parte
Estilhaçada em flashes
Das mãos
Do olhar morno
Do sorriso 
Do encanto.
É gélido desencanto
No canto da sala
De estar... Vazia.
É o cheiro da chuva
Que cai do olhar.
É aperto no peito
Mas sem mal querer
Tampouco machucar.
Saudade é gota
Ritmada e constante
Que ensurdece e cala
O que não se é permitido
Falar.
Saudade é calar
E guardar em dobras
Quase arrumadas
O desejo de voltar.

Saudade é aceno
À cada segundo que separa...
E espaça... Silenciosamente
O que nunca foi... 
O que jamais será.
O que é confuso
O não saber-se e nem caber-se.
Toda a saudade é descabida
Porque cabe no retrovisor
Do verbo Amar.

Saudade é pétala
Da flor do Amor
Que cái do céu... Assim... Tão despretensiosamente.
Não avisa... E não tarda.
Saudade mente a boca.
Saudade fala apenas 
No olhar.

Criaste tu a saudade
Decerto também a sentes
Da inocência nossa
E convida-nos... Pacientemente
Ao lugar do começo.
….... Posto que a saudade
É tempo estancado
No estopim que eclode... Silencioso...
Em todo o começo.

Karla Mello

Imagem: Arquivo Pessoal