Se cansada: dou luta.
Se choro: louvo.
Se está difícil: repouso.
Se estou quieta: acordo.
Se estou Paz: doo.
Se estou tumulto: ausento-me.
Se estou silêncio: falo.
Se estou no foco: saio.
Se sinto fome: alimento.
Se estou alimento: fujo.
Se facilitam: espreito.
Se dificultam: agradeço.
Aos "dias de glória": as piores noites.
Aos dias difíceis: a veste mais bonita.
Aos que Caminham: sigo.
Aos que perdem-se como eu: oro e choro.
Aos que Te encontram: escuto e guardo.
Aos desencontros: abraço.
À mim: negação.
À Ti: afirmação da minha negação.
| Testemunho sobre o Teu Amor que nunca muda |
E o êxtase da loucura santa do desprendimento que provém de Ti!
- Água de saciar a minha sede -
Que é a gana de andar no mundo, sempre na contra-mão.
… Bicho solto no mundo eu sou – Tua sem nunca caber.
Dá-me de beber, ó Pai... Dá-me de beber.
E livra-me de mim.
Karla Mello
OST: Célio Nunes
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Trago Flores no cesto - coração - Orvalhadas e gratas. Trago versos - frutos - Cato palavras que caibam No meu coração que Ama ...
.. obrigada .. :)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Superfície
superfície
eu quero a superfície
das coisas
do mundo
e de mim.
eu não aguento-me
debaixo
da minha superfície
insana e
questionadora.
duvidosa,
ruidosa eu
e o mundo
e debaixo: tudo chora.
debaixo da superfície
eu não encontro mais quase nada.
e, antagonicamente,
vivemos todos
na superficialidade
das coisas e momentos,
e pessoas.
- copos descartáveis com bebida barata.
superfície
eu quero a superfície.
ela não grita,
não chora e não tem cor.
é órfã
tanto quanto eu sou.
adaptável
na minha egoísta e simplista
superfície.
… debaixo da minha superfície há uma mulher que chora e sente medo.
sou um transeunte... na minha esquisita e colérica superfície.
Karla Mello
Pintura em Spray: David Walker
eu quero a superfície
das coisas
do mundo
e de mim.
eu não aguento-me
debaixo
da minha superfície
insana e
questionadora.
duvidosa,
ruidosa eu
e o mundo
e debaixo: tudo chora.
debaixo da superfície
eu não encontro mais quase nada.
e, antagonicamente,
vivemos todos
na superficialidade
das coisas e momentos,
e pessoas.
- copos descartáveis com bebida barata.
superfície
eu quero a superfície.
ela não grita,
não chora e não tem cor.
é órfã
tanto quanto eu sou.
adaptável
na minha egoísta e simplista
superfície.
… debaixo da minha superfície há uma mulher que chora e sente medo.
sou um transeunte... na minha esquisita e colérica superfície.
Karla Mello
Pintura em Spray: David Walker
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Sobre o Teu Silêncio Fecundo
Eu não te sinto
E há dias assim.
E perco-me no meu humano desamor
E encontro-me e tão somente
No teu perfeito amor.
| ele tão cheio de razões para;
eu tão cheia de razões para não parar.
ele tão cheio de conceitos;
eu tão cheia de dúvidas.
ele tão cheio de “amanhãs”
eu tão entregue à minha dor do hoje.
ele tão impaciente.
eu apenas observo e calo
a minha boca maldita |
Laceram-me o coração os gritos
Que vêm do outro lado do bosque.
A dona do meu espelho chora
Empática à sua dor, choro e oro.
É prima irmã da minha dor
De outrora.
Escapam-me lágrimas no abraço
Àquela que sente o meu cansaço
De outrora.
De caber nos julgamentos alheios
Mas pertencemos, juntas, então
Ao grande amor daquele que há de vir:
Aquele que nos consola
E que nunca nos vira as costas.
Único. Amor profundo.
Ele é tudo e seu é todo o mundo.
Aflita e eu não te sinto.
Ambígua inquietação e paz:
Inquietação com as coisas do mundo;
Paz que não é deste mundo
E que reside entre um respirar e outro.
E eu não quero mesmo caber
Nos adjetivos tantos do mundo.
Sou tua e adormeço profundo
Na tua paz que a minha alma inunda.
Descanso em teu silêncio fecundo.
Eu não te escuto.
Há dias assim.
Peço que tu sonhes com os meus sonhos:
Frágil encontro-me.
Dá-me um coração obediente.
Eu não te escuto.
Eu sei que tu afagas os meus pensamentos infecundos.
… Repouso quieta em teu silêncio profundo.
Karla Mello
OST: Google não forneceu o nome do Artista
E há dias assim.
E perco-me no meu humano desamor
E encontro-me e tão somente
No teu perfeito amor.
| ele tão cheio de razões para;
eu tão cheia de razões para não parar.
ele tão cheio de conceitos;
eu tão cheia de dúvidas.
ele tão cheio de “amanhãs”
eu tão entregue à minha dor do hoje.
ele tão impaciente.
eu apenas observo e calo
a minha boca maldita |
Laceram-me o coração os gritos
Que vêm do outro lado do bosque.
A dona do meu espelho chora
Empática à sua dor, choro e oro.
É prima irmã da minha dor
De outrora.
Escapam-me lágrimas no abraço
Àquela que sente o meu cansaço
De outrora.
De caber nos julgamentos alheios
Mas pertencemos, juntas, então
Ao grande amor daquele que há de vir:
Aquele que nos consola
E que nunca nos vira as costas.
Único. Amor profundo.
Ele é tudo e seu é todo o mundo.
Aflita e eu não te sinto.
Ambígua inquietação e paz:
Inquietação com as coisas do mundo;
Paz que não é deste mundo
E que reside entre um respirar e outro.
E eu não quero mesmo caber
Nos adjetivos tantos do mundo.
Sou tua e adormeço profundo
Na tua paz que a minha alma inunda.
Descanso em teu silêncio fecundo.
Eu não te escuto.
Há dias assim.
Peço que tu sonhes com os meus sonhos:
Frágil encontro-me.
Dá-me um coração obediente.
Eu não te escuto.
Eu sei que tu afagas os meus pensamentos infecundos.
… Repouso quieta em teu silêncio profundo.
Karla Mello
OST: Google não forneceu o nome do Artista
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