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Trago Flores no cesto - coração - Orvalhadas e gratas. Trago versos - frutos - Cato palavras que caibam No meu coração que Ama ...
.. obrigada .. :)
sábado, 30 de abril de 2016
"de cara"
encarei os fatos.
juntei os cacos.
despindo os "fatos" - inclusive os de carnaval.
com a cara lavada
ao vento...
e livre.
sendo grata ao parto
deste novo eu
de mim mesma.
e aquecendo o abraço.
alimentando o Amor
que É
o meu extrato.
limpando os pratos
da comilança insípida.
relembrando o grato.
esquecendo o ingrato.
com a cara lavada
ao vento...
e livre.
sanando o imediato.
desacatando qualquer mandato
que não seja o Amor de fato.
visitando o meu orfanato
... saudades dos meus irmãos...
e mantendo o olhar pacato.
e mantendo-me recolhida:
reflexivo celibato.
observando a vida
a renovar em mim
um novo contrato.
um trato.
um pacto
de Vida:
que eu seja Amor
com a cara lavada
ao vento...
e livre
de mim.
Karla Melo
OST: Helissandro Vieira Diniz
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Da Janela
Dividi com a chuva
a solidão da janela.
Foi quando vi
um horizonte ser colhido
na palma da minha mão.
Reverti em sol
a insensatez do meu olhar.
Foi quando avistei o eu - casulo
Enfim, borboletear.
E o que era a morte
Era a Vida.
Morta-Viva a borboleta:
pensando todas as suas cores
serem, sem pretensão,
espalhadoras de Amores
no seu pequenino mundo - vão.
... Pousou feliz numa flor em botão.
Karla Melo
OST: Márcio Camargo
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Da Janela, Flor Amarela
Miro as flores
Que dançam embaixo
Da minha janela
Bailarinas ao vento
Na cor amarela.
Miro flores
De mãos dadas embaixo
Da minha janela
Dias quentinhos
Gentil Primavera.
Miro flores
Da minha janela
Doces sonhos trago
No lado esquerdo
Da minha vívida
Lapela.
Bailarinas ao vento
Na cor amarela
Sopro de pólem
Move-se a Criação.
E a tudo observo
Em taciturno olhar
E a tudo sou grata.
… Da minha janela.
Karla Melo
OST: Margaridas - Google
domingo, 17 de abril de 2016
Canteiros Equivocados
Trouxemos flores
De canteiros equivocados
Resfolegantes, quase exterminados
Por ervas daninhas nossas
Em separados viveres.
Trouxemos flores
Agonizantes em sofreguidão
E insistimos juntos
Em uni-las e, pacientemente,
Regá-las como se possível fosse.
Como poderíamos, então,
Apreensivos e pesados
A carregarmos em separado
Potes de tantas mágoas,
Regarmos juntos e tolos
Flores equivocadas?
Destruamos, então,
O equivocado canteiro
De mortas flores vivas
De outora.
E olhemos nos olhos
Dos plantadores de flores
Vestidos de sonhos e cores.
E pranteemos juntos...
- por tudo -
O que haveremos de quebrar
Para, assim, renascer.
E ergamos as mãos
Pro alto em gratidão
Ao socorro que vem do Pai
Que faz de nós, míseros e imundos,
Brotar lindas sementes
De boa vontade,
Da possibilidade do amanhã,
Onde não haveremos mais
De prantear.
Recomecemos sem cessar
Com flores vivas e nossas
Num canteiro de Amor
Ainda mais belo, posto Verdade.
Sem as ervas daninhas nossas
Dos nosso equivocados canteiros,
Dos nossos separados viveres.
E será tanta a Vida!
E será bela a tão Viva Cor!
Todas em tons e aromas e
Sem sombras nem escuridão:
E será o tão nosso, enfim,
Vivo Canteiro de Amor.
Karla Melo
OST: René Magritte
sábado, 16 de abril de 2016
Sobre o "Hoje"
Hoje eu não quero falar do meu amor.
Das minhas renúncias. Nem das tuas.
Hoje renuncio. Não quero lavar a louça.
Não quero comer comida humana.
Prefiro a do cão.
Não quero beijar a tua boca.
Não quero sorrir. Nem chorar.
Não quero ouvir o barulho débil do relógio.
Nem a tua voz.
Nem a de ninguém.
Não quero ser mãe. Só filha.
Ainda suporto hoje.
Hoje não quero ser amante.
Quero falar sobre todas as verdades.
Quero gritar. Ser mal educada e egoísta
Com as minhas verdades.
Rasgar livros e esquecer de mim e de tudo o que li.
De tudo o que leio. Dos jornais.
Quero esquecer os bons modos e a paciência.
Quero transgredir. E beber. E fumar.
E dançar na minha loucura.
Quero voar da janela e enlouquecer.
Raspar a cabeça e vestir vermelho.
Hoje… Eu estou cansada.
E quero sentar diante do espelho…
Ofegante. E chorar.
O que eu quero mesmo?
Não consigo traduzir.
Hoje não.
Karla Melo
OST: Alyssa Monks
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Ser e Estar no Tempo
Ser é uma constância
Dos vários papéis
Necessários.
Temos que caber no mundo.
E esta é a minha grande dificuldade.
Eu voo nas asas do tempo.
E estar é ser
Feliz nas instâncias
Em que conseguimos parar
E nos determos ao que está.
O pensamento
Pode ser mordaça amistosa
Que afrouxa-se
Quando a pena está
Na mão
Da fala do inconsciente
Nem sempre de mãos dadas
Com o perdão
Mas que nos liberta
De nós mesmos.
Eu estou verdade
No meu inconsciente - pena na mão.
E quando eu partir
Nada me será mais.
E afora a vida,
O que terei a levar de volta
Senão o (ser)vir?!
Eis que a vida é
Um sopro sobrenatural.
Um fôlego.
Viver... é um doar-se sem fim.
Karla Melo
Dos vários papéis
Necessários.
Temos que caber no mundo.
E esta é a minha grande dificuldade.
Eu voo nas asas do tempo.
E estar é ser
Feliz nas instâncias
Em que conseguimos parar
E nos determos ao que está.
O pensamento
Pode ser mordaça amistosa
Que afrouxa-se
Quando a pena está
Na mão
Da fala do inconsciente
Nem sempre de mãos dadas
Com o perdão
Mas que nos liberta
De nós mesmos.
Eu estou verdade
No meu inconsciente - pena na mão.
E quando eu partir
Nada me será mais.
E afora a vida,
O que terei a levar de volta
Senão o (ser)vir?!
Eis que a vida é
Um sopro sobrenatural.
Um fôlego.
Viver... é um doar-se sem fim.
Karla Melo
Carvão: Charcoal Drawings by Daisy
Silencia
Conheço muito pouco de mim quando estou feliz.
Conheço muito de mim se mergulho em teu egoísmo.
No teu sádico grito. No teu cinismo.
Queria ser muda e até fico.
Deixa-me.
Mas queria ser silêncio absoluto.
O silêncio também grita.
O silêncio é açoite.
O silêncio veste branco e é calmaria.
O silêncio veste noite e é solidão.
O silêncio veste cores.
Muitas cores quando é opção.
Conheço muito pouco de ti quando estás feliz.
Conheço muito de ti se mergulho em meu egoísmo.
E como te mostras…
Basta que mergulhe eu em mim.
Na minha existência unicamente minha.
Onde não te cabe.
Onde não me cabe.
Eu não caibo no mundo.
Nem no teu,
Nem no meu.
Tu cabes
No meu e é sempre assim.
Transitas. Te arrumas.
Falas e silencias.
Ditas. Mas é até onde eu permiti-lo.
Não. Hoje eu não caibo no mundo.
Não no teu.
Resolvi que também não cabes no meu.
Só caibo no silêncio que açoita-me hoje.
E tu em nenhum lugar de mim.
Quero brindar a isto!
Embreagar-me do gosto dos beijos de outrora.
Silencia por favor.
Deixa-me mergulhar em mim mesma.
Deixa-me na minha ausência de paz.
Deixa-me na minha costumeira inquietude.
Ela é confortável e já estou habituada
E é aonde sou, choro e oro.
Vá sorrir e cantar e dançar…
Vá enlouquecer em paz!
Procura um mundo… Vá!
Contemplo-o de longe no teu carnaval fora da época.
Fantasia bonita a tua, mas poderias trocá-la de quando em vez.
É tão cansativo… Mas posso assistí-lo passar.
Depois disso...
Deixa-me silenciar o meu silêncio.
Deixa-me no meu mundo em qualquer forma de silêncio.
Conheço muito de mim enquanto passas.
Conheço muito de ti enquanto fingimos
Que tudo passa.
Karla Melo
OST: Alyssia Monks
Saudade Riachinho
Dia de sol...
Sol bem mansinho
E gotas de orvalho
Molham rostinhos.
Crianças que passam
Na minha janela
Correm e pulam
Agasalhadinhas.
Vem, orvalhinho
Sejas tu ligeirinho
Traz-me notícias
Do meu pequeno ninho.
Ajuda-me aqui,
Sábio passarinho!
Puxa este fio
E tricoteia comigo
E com a tua bondade
Põe na bolsinha
Água e descanso
E tricô da saudade.
Atravessa o Atlântico
Mas sejas prudente!
E ensaies um cântico
De soprar cochichinhos
De saudades de mãe,
De saudade de vó,
Gentil passarinho,
Aos meus amores
Meus menininhos.
Mas sopras mansinho
Sem fazer alarde.
A minha saudade
É tal riachinho:
Molha e escorre
Em silencioso caminho.
Obrigada, gentil passarinho.
Karla Melo
OST: Théodore Gérard
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Pé de Carambola e Sonhos Bons
O vento sopra a areia do tempo
Visto as vestes do tempo e não sinto mais o mesmo vigor
Na minha cama… Na minha pele… Nas minhas mãos.
Queria mesmo era esquecer.
Canta, tempo e leva-me para longe.
Leva-me para a casa da minha infância
Onde o desassossego era adulto e não era meu.
Eu só estava por perto e espectadora quase dispersa.
Eu acreditava ser tão simples resolver o que eu via.
Não. Eu cresci e não era simples.
Nem sempre larguei os meus afazeres de sonhos bons para olhar o cenário real.
Se eu pudesse, brincava o tempo inteiro de cabra-cega.
Aliás, era a minha brincadeira preferida.
Gostava também de brincar de esconde-esconde e sumir um pouco.
E subir no pé de carambolas do quintal do vizinho
E posso dizer-lhes, meus senhores…
Que lá no “olho” da árvore… O vento tinha tempo
De balançar-me a alma e pentear-me os cabelos meninos
Não gostava muito de largar a minha caixa de lápis coloridos e cheirosos:
cheiro de cera e de infância, que deveria ser permanente.
E quando chovia… Preocupações também adultas.
E era o dia mais feliz para mim!
Bonequinhos desciam as correntezas que formavam-se no meu quintal,
Nos meus barquinhos de papel que desmanchavam-se...
Tão rapidamente quanto os sonhos bons.
Sempre fui sozinha… Mas não de gente.
Esta forma melancólica que é envólucro amassado de minha alma
Anda comigo e desde sempre. Mas nem sempre gosto.
Bem… Também não gostava de ser meio ruiva. Isto eu pude mudar.
Não de ser ruiva. Mas do “meio-ruiva”… Não gosto de nada pela metade.
Lembro-me que fitava o espelho da penteadeira de minha mãe
- foi um presente de meu avô marceneiro -
Ele sabia fazer mágica de aparecer móveis na minha casa pequena.
Minha mãe ficava rapidamente feliz.
Então… Quando eu fitava o espelho dela por um bom tempo…
Pensava em gravar o meu rostinho na minha memória.
Sonhava em ser bonita como ela… Tolice de criança.
Mas eu não queria a vida dela para mim.
Em contraponto, queria existir igual à ela: plena. Corajosa. Linda.
Ela fazia tudo ao mesmo tempo e não esquecia o batom carmim.
Nem o sorriso… Nem a gentileza. Nem de acompanhar as notícias.
E sabem… Nunca amargou. Permaneceu a ternura.
Lamento, mãe. Eu não consegui ser igualzinha a ti...
Não suporto tudo.
E sou ponto… Sem nunca ser o final.
Reticente...
Mas consigo sorrir em dias de chuva
Quando lembro-me dos barquinhos da minha infância.
Dos badoques construídos astuciosamente pelas mãozinhas trelosas dos meus irmãos.
E eu sei chorar junto aos meus irmãos dores nossas.
E eu os amo… Muito e tanto e sempre. E para sempre os guardo
Na minha caixinha de lápis cheirosos e sonhos bons.
E não necessito do Amor para Amar…
Simplesmente amo a quem eu amo. E pronto.
Eu nunca tive muitas bonecas…
Mas aos oito eu ganhei uma boneca linda demais…
De verdade e com olhos de sonhos.
E adulta, ganhei outra… Olhos de sonhos também.
Todas as minhas bonecas têm olhos de sonhos. Não sei por quê.
Mas eu tenho apenas sonhos bons quando olho nos olhos delas:
minhas duas bonecas de sonhos bons.
Hoje eu amanheci cansada e vestida com a roupa do tempo.
E o vento do pé de carambolas não penteia mais os meus cabelos.
Ele embaraça as minhas idéias e levanta a areia do tempo
… E da saudade e sinto medo.
Preciso voltar à casa “sacra” da minha infância.
Vou tirar esta roupa… Tomar um banho e esfregar-me bastante
Lavar o tempo hoje de mim.
Karla Melo
OST: Renoir
Visto as vestes do tempo e não sinto mais o mesmo vigor
Na minha cama… Na minha pele… Nas minhas mãos.
Queria mesmo era esquecer.
Canta, tempo e leva-me para longe.
Leva-me para a casa da minha infância
Onde o desassossego era adulto e não era meu.
Eu só estava por perto e espectadora quase dispersa.
Eu acreditava ser tão simples resolver o que eu via.
Não. Eu cresci e não era simples.
Nem sempre larguei os meus afazeres de sonhos bons para olhar o cenário real.
Se eu pudesse, brincava o tempo inteiro de cabra-cega.
Aliás, era a minha brincadeira preferida.
Gostava também de brincar de esconde-esconde e sumir um pouco.
E subir no pé de carambolas do quintal do vizinho
E posso dizer-lhes, meus senhores…
Que lá no “olho” da árvore… O vento tinha tempo
De balançar-me a alma e pentear-me os cabelos meninos
Não gostava muito de largar a minha caixa de lápis coloridos e cheirosos:
cheiro de cera e de infância, que deveria ser permanente.
E quando chovia… Preocupações também adultas.
E era o dia mais feliz para mim!
Bonequinhos desciam as correntezas que formavam-se no meu quintal,
Nos meus barquinhos de papel que desmanchavam-se...
Tão rapidamente quanto os sonhos bons.
Sempre fui sozinha… Mas não de gente.
Esta forma melancólica que é envólucro amassado de minha alma
Anda comigo e desde sempre. Mas nem sempre gosto.
Bem… Também não gostava de ser meio ruiva. Isto eu pude mudar.
Não de ser ruiva. Mas do “meio-ruiva”… Não gosto de nada pela metade.
Lembro-me que fitava o espelho da penteadeira de minha mãe
- foi um presente de meu avô marceneiro -
Ele sabia fazer mágica de aparecer móveis na minha casa pequena.
Minha mãe ficava rapidamente feliz.
Então… Quando eu fitava o espelho dela por um bom tempo…
Pensava em gravar o meu rostinho na minha memória.
Sonhava em ser bonita como ela… Tolice de criança.
Mas eu não queria a vida dela para mim.
Em contraponto, queria existir igual à ela: plena. Corajosa. Linda.
Ela fazia tudo ao mesmo tempo e não esquecia o batom carmim.
Nem o sorriso… Nem a gentileza. Nem de acompanhar as notícias.
E sabem… Nunca amargou. Permaneceu a ternura.
Lamento, mãe. Eu não consegui ser igualzinha a ti...
Não suporto tudo.
E sou ponto… Sem nunca ser o final.
Reticente...
Mas consigo sorrir em dias de chuva
Quando lembro-me dos barquinhos da minha infância.
Dos badoques construídos astuciosamente pelas mãozinhas trelosas dos meus irmãos.
E eu sei chorar junto aos meus irmãos dores nossas.
E eu os amo… Muito e tanto e sempre. E para sempre os guardo
Na minha caixinha de lápis cheirosos e sonhos bons.
E não necessito do Amor para Amar…
Simplesmente amo a quem eu amo. E pronto.
Eu nunca tive muitas bonecas…
Mas aos oito eu ganhei uma boneca linda demais…
De verdade e com olhos de sonhos.
E adulta, ganhei outra… Olhos de sonhos também.
Todas as minhas bonecas têm olhos de sonhos. Não sei por quê.
Mas eu tenho apenas sonhos bons quando olho nos olhos delas:
minhas duas bonecas de sonhos bons.
Hoje eu amanheci cansada e vestida com a roupa do tempo.
E o vento do pé de carambolas não penteia mais os meus cabelos.
Ele embaraça as minhas idéias e levanta a areia do tempo
… E da saudade e sinto medo.
Preciso voltar à casa “sacra” da minha infância.
Vou tirar esta roupa… Tomar um banho e esfregar-me bastante
Lavar o tempo hoje de mim.
Karla Melo
OST: Renoir
Segredos de Espelho
Espelho que já ocupavas o teu canto quando te encontrei e o meu eu.
Juntamente com o tempo teu e de todos os que param para mirar-te.
Quantas faces olharam-te de frente a questionar
- como num solicitar de explicações acerca do que viam -
Do que não acompanharam ou sequer perceberam?!
Penso na tua aflição ao explicar em tua voz muda:
“O tempo… O tempo…”
Compadeço-me de ti, espelho…
Quantos não te chegaram a cochichar segredos
- te mantenhas em silêncio, eu te suplico…
Sou apenas mais uma a contar-te segredos.
Segredos contados entre choros e risos
E cinismos até sensuais
E contracenamos apenas eu e tu neste momento.
E são tantas caras e tantas bocas e tantos gemidos de dores e amores.
Roubas minh'alma lentamente e morro cada dia um pouco...
E me dizes do tempo.
Então que cumpras a tua sina!
Fotografa-me em tua memória e zombas de mim!
Percebes escorrer-me inteira e estou certa que sim!
Silencio eu...
A cada dia que recorro a ti, mais uma fenda… E segredos.
Fendas na face. Fendas da alma.Fendas na boca…
Que não consegue desdizer sobre o que deixou-se de dizer.
Fendas nos olhos… Venda-me!
Não quero ver – Fendas!
São mesmo minhas ou apenas a tua maldade
Do que desejas mostrar-me?!
Impiedoso e verdadeiro espelho…
Pontas dos dedos meus em tua face e és frio.
Não desdenhas de mim e deixa-me aqui…
Quieta e a fitar a apenas à mim e a ti.
E, sobretudo, sobre tudo.
Deixa-me em paz.
Deixa-me pensar e escolher entre rir e chorar.
Escolher o que te apresentar de mim hoje.
Espelho do canto de meu quarto…
Espelho do canto de minh’alma.
Karla Melo
OST: Alicia Suarez
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